O TRABALHO DEVERÁ SER RESPONDIDO E
ENVIADO PARA O EMAIL professorarosenara@gmail.com OU ENTREGUE NA
ESCOLA (manhã: das 9h às 11h – tarde:das14hàs 15h).
Entregar até 18/06/2020.
TRABALHO
AVALIATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA
1ºTRIMESTRE
NOME:__________________________________________
TURMA:81 DATA:____/____/____ PROFESSORA:
ROSENARA
1) Leia a
crônica de Marina Colasanti e responda as questões propostas:
DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?
Eu, na
rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não
entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo
dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
Talvez
não fosse um Menino De Família, mas
também não era um Menino De Rua. É
assim que a gente divide. Menino De
Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa
relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua
é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa
que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
Ouvindo
essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito
naturalmente, uns nascendo De Família,
outros nascendo De Rua. Como se a
rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os
tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas,
diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que
temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida
chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos
protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa.
Mas se
vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na
mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos, pensando vagamente no seu
abandono.
Na
verdade, não existem meninos De Rua.
Existem meninos NA rua. E toda vez
que um menino está NA rua é porque
alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são
postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam.
Resta ver quem os põe na rua. E por quê.
No Brasil
temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de crianças
superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um Filho,
criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho
único, por receber afeto "em demasia", torna-se egoísta, preguiçoso,
dependente, e seu rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para
contornar o problema, já existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os
educadores admitem que "ainda não foram desenvolvidos métodos eficazes
para eliminar as deficiências dos filhos únicos".
O Brasil
está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria
necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também
os "métodos ainda não foram desenvolvidos".
Quando eu
era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos
filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não
havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali
abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas
conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a
semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais,
roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.
Quem leva
nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas"
subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora
penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família
gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos
meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de
cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos
pertencem".
Mas,
embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças
possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser
abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir
esse abandono ao governo, e responsabilizá-lo. Mas, em tempos de Nova
República*, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos
apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao
bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.
(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática,
2002.)
a) A que Gênero Textual
esse texto pertence?
b) Qual o objetivo
desse texto?
2) Elabore um comentário sobre a crônica de Marina Colasanti, a partir das frases "Não existem meninos de rua. Existem
meninos na rua."
3) Quais os tipos de meninos a que a autora se refere no
texto? E como ela os diferencia?
4) De acordo com o texto de quem seria a culpa por existir
tantas crianças abandonadas no Brasil?
5)
Indique uma possível solução para esse problema brasileiro?
6) Escreva (S) para simples e (C) para o período
composto:
a) (
) Sultão fecha os olhos e dorme.
b) ( ) Elias e Carlos levaram
as bagagens para o navio.
c) (
) A praia estava deserta.
d) (
) O calor e o vento estavam fortes.
e) (
) O dia ficou sombrio.
Ø
Questões 7,8, 9: marcar
X na alternativa correta.
7) A
oração sem sujeito caracteriza-se por
a) O sujeito está indeterminado.
b) Não se atribui o fato a nenhum ser.
c) O sujeito está simplesmente oculto.
d) O fato é atribuído a um ser determinado.
8) Em "Anoitecia silenciosamente",
há sujeito
a) Sujeito simples
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito indeterminado.
d) Sujeito desinencial.
9) Qual o
tipo de sujeito há na oração "Faz
dez anos que cheguei aqui”?
a) Sujeito desinencial.
b) Sujeito simples.
c) Sujeito indeterminado.
d) Oração sem sujeito.

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