Ø Leia o
texto. Não é necessário copiar o texto. Copie e responda as questões em seu
caderno.
Ø Essa
atividade é avaliativa, portanto, você deve realizá-la em seu caderno e enviar
as fotos para o whats da professora até o dia 17/07. Coloque o seu nome nas
folhas do caderno.
Revolta
dos Farrapos (1835-1845)
A Guerra dos Farrapos, também chamada de Revolução
Farroupilha, foi a mais longa Revolta regencial, com 10 anos de
duração. Esse conflito aconteceu no Rio Grande do Sul, teve início em
1835 e só terminou no ano de 1845.
A revolta foi inicialmente uma revolta
tributária, promovida pelos ricos pecuaristas donos de terras.
Esse grupo questionava os altos impostos cobrados sobre o valor do
charque que produziam, comercializado apenas dentro do próprio Império.
Entretanto, no decorrer dos anos, ganhou caráter separatista e
republicano.
Contexto
Histórico
A Revolta Farroupilha aconteceu durante o Período
Regencial (1831-1840), momento em que o Brasil foi governado por regentes,
enquanto se aguardava a maioridade de Dom Pedro II.
Esse período foi marcado por fortes conflitos
políticos e pelas chamadas Revoltas Regenciais, como a Cabanagem, a
Balaiada, a Sabinada e a própria Revolta Farroupilha.
Desde o período colonial, as elites locais do Rio
Grande do Sul atuaram na defesa do território contra as investidas
espanholas. Por isso, nos tempos do Império, esperavam como contrapartida que o
Governo Central investisse no desenvolvimento econômico da região.
Entretanto, não foi assim que aconteceu. Pelo
contrário, o Governo Federal aplicou pesadas taxas nos produtos
rio-grandenses.
A base da economia no Sul do país, nesse período,
era a criação de gado, a erva-mate, o charque e seus derivados.
Causas
Apesar da produção de charque no Rio Grande do Sul,
os altos impostos cobrados pelo Governo tornavam o produto produzido
fora do Brasil (Argentina e Uruguai) mais barato que o charque nacional,
tornando-o menos competitivo.
Além disso, o Governo também aumentou os incentivos
à importação de charque da região do Prata e subiu a taxa de importação de
sal, insumo básico para a produção do charque.
Essas atitudes do Governo desagradaram enormemente
a elite do Rio Grande do Sul.
Inspirados pelos ideais iluministas e
liberais, esse grupo começou a se aproximar politicamente das ideias de autonomia
e federalismo.
Insatisfeita com a submissão imposta ao Estado, com
o descaso do Governo e com a centralização política que em nada
favorecia ao Rio Grande do Sul, a elite local decidiu se rebelar contra o
Império.
A Revolta
No dia 20 de setembro de 1835, as tropas
farroupilhas comandadas por Bento Gonçalves conseguiram conquistar
Porto Alegre, destituindo o então presidente da província, Fernandes Braga.
Gonçalves deu posse ao então vice-presidente
Marciano Ribeiro. Em poucos dias, todo o Estado acabou nas mãos dos
farroupilhas, com exceção de Rio Grande, São Gabriel e Rio Pardo.
As tensões entre farroupilhas e o Império foram acentuadas
quando o Governo ordenou a transferência das repartições de Porto Alegre
para Rio Grande, marcando uma profunda ruptura.
Em 15 de julho de 1836, o Império retomou o poder
de Porto Alegre. Alguns integrantes da Revolta Farroupilha conseguiram escapar
e chegaram a tomar pontos importantes da cidade.
Entretanto, nenhuma das tentativas lideradas pelo
líder farrapo Bento Gonçalves teve êxito, e os revolucionários nunca chegaram a
retomar a cidade. A frase, presente até hoje, na bandeira de Porto Alegre “Leal
e Valerosa Cidade de Porto Alegre” foi uma homenagem de Dom Pedro II à cidade
pelo seu posicionamento a favor do Império e pela resistência aos farrapos.
Em setembro de 1836, aconteceu a primeira grande
batalha envolvendo as tropas do Governo e os farrapos. Comandados pelo General
Netto, os farrapos obtiveram vitória e, empolgados com esse momento, declararam
a separação do Estado e proclamaram a República Rio-Grandense.
Nesse momento, a revolta tomou delineadas formas separatistas
e revolucionárias.
É nesse contexto que os líderes farrapos determinam
que os escravizados que se alistassem nas tropas revolucionários
seriam libertos, o que aumentou em muito o contingente de soldados.
A República Rio-Grandense não durou muito. Em
outubro de 1836, o Império derrotou os farroupilhas e prendeu Bento
Gonçalves e outros oficiais.
Entretanto, essa derrota não significou que a força
revolucionário foi abatida. Muito pelo contrário, sobre a liderança de Antônio
Netto, permaneceram resistentes e obtiveram outras vitórias.
Em novembro de 1836, os farrapos declaram a
República em Piratini e nomearam Bento Gonçalves, ainda preso, como
presidente dessa república.
Em outubro de 1837, Bento Gonçalves fugiu da prisão
e assumiu a presidência da República que se iniciava no Rio Grande do Sul. Os
anos que se seguiram foram de intensos conflitos e tensões e, apesar da
forte repressão do exército imperial, os farroupilhas ainda conquistaram a vila
de Laguna e declararam a República Catarinense.
Essas conquistas mais uma vez duraram pouco. Logo
Laguna voltou para o controle do Império e o Governo investiu mais de dois
terços do contingente do exército nacional para o desmanche da Revolução
Farroupilha.
Em 1842, Duque de Caxias foi nomeado pelo
Império para pôr fim ao movimento. Enfim, após três anos de batalhas, a guerra terminou
com um acordo assinado por ambas as partes, o chamado “Tratado de
Poncho Verde”.
No
documento que selava o acordo, ficou determinado que:
·
os oficiais farrapos seriam anexados ao exército
nacional;
·
as dívidas do governo republicano ficariam por
conta do Império;
·
os escravizados que lutaram nas tropas republicanas
seriam libertos;
·
os prisioneiros políticos seriam soltos;
·
o aumento das taxas para a importação do charque
estrangeiro.
No entanto, os escravizados
que lutaram na Revolta Farroupilha foram, em sua maioria, mortos antes de
conseguirem a liberdade, já que nem os farrapos nem o Império queriam
libertá-los, ambos eram escravistas e se beneficiavam do trabalho dos
escravizados.
Questões
1.
Qual a principal reivindicação dos líderes
farrapos no início da Revolta?
2.
Em quais ideais os revoltosos se inspiraram?
3.
Sobre o Tratado de Poncho Verde, qual das
determinações não foram cumpridas? Por quê?

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