Leia o
texto e observe os símbolos sagrados do Judaísmo. Escreva no caderno um
comentário sobre um dos símbolos abaixo, descrevendo se tinha conhecimento
anterior de alguma viagem, visita, filme, livro etc.
Símbolos
Judaicos
Os
principais símbolos judaicos são: a Menorá, a Estrela de Davi, o Chai, o Tora,
o Mezuzah e o Shofar. Os mesmos carregam um importante significado, motivo pelo
qual são utilizados até hoje pelos seguidores do Judaísmo.
O
Judaísmo é uma religião abraâmica muito antiga, a primeira monoteísta, ou seja,
que baseia sua crença na existência de apenas um Deus.
Menorá
A Menorá ou
Menorah é um dos principais símbolos do Judaísmo. Encontrada em templos e em
sinagogas, é um candelabro de
7 pontas que não é propriamente utilizado para iluminar esses locais, mas que
significa a luz da Tora, a qual nunca deixa de iluminar.
Cada uma
de suas pontas representa as raízes da Árvore da
Vida.
Estrela de Davi
A Estrela
de Davi, “estrela dos judeus”, é um símbolo de proteção, que também
representa a união dos opostos.
Apesar de
ser um hexagrama (estrela de seis pontas), que é representada por dois
triângulos equiláteros sobrepostos, esse símbolo representa o número 7.
Isso
porque a soma da sua estrutura (pontas dos triângulos, 6, mais seu centro)
resulta nesse número, que é perfeito para o Judaísmo.
Também
conhecido como Escudo de Davi, teria esse nome pelo fato de o rei Davi ter
usado um escudo nesse formato. O objetivo era poupar no metal na criação dessa
arma.
Depois de
o rei Davi ter usado esse escudo, seu exército passou a utilizar a sua imagem
nos escudos acreditando que o símbolo lhes trouxesse proteção.
Chai
O Chai é
um símbolo judaico representado pelas letras do alfabeto hebreu chet e yud. Significa “vida” e é
utilizado por homens e mulheres como um medalhão pendurado à volta do pescoço,
que tem o intuito de proteger aqueles que o usam.
As letras
têm o valor numérico 18, motivo pelo qual esse número é considerado o número da
sorte no Judaísmo.
Tora
Tora é o
livro sagrado, a “Bíblia Hebraica”, que contém as leis e os mandamentos do
Judaísmo escritos à mão. Trata-se de um pergaminho, cujos rolos são chamados
de Azei Hayyim,
e que tem o significado de Árvore da Vida.
Mezuzah
O Mezuzah
é um talismã que representa proteção e também a fé dos devotos judeus. Esse
objeto é usado no lado direito das portas das casas e são tocados antes das
pessoas entrarem nas suas habitações.
Consiste
em um pequeno recipiente, dentro do qual há um pergaminho com um texto sagrado.
Shofar
Shofar é
um chifre de carneiro que simboliza o ano novo judaico, mas principalmente a
lealdade de Abraão a Deus.
Segundo
narra a Escritura Sagrada, Deus pediu a Abraão o seu único filho em holocausto.
Somente quando Abraão estava prestes a matá-lo, um anjo apareceu impedindo o
sacrifício.
Turma 71
Leia o texto e copie no caderno. Pesquise os 10
mandamentos e responda com base no texto e na sua opinião quais valores morais
dos mandamentos podem ser considerados valores éticos também.
No campo da ética, consideram-se os valores como propriedades que
pertencem aos objetos, sejam estes abstratos ou físicos. Estas propriedades
permitem qualificar a importância de cada objeto de acordo com que tão próxima
está daquilo que se considera correto ou bom.
Se o valor ético do objeto for elevado, é sinal de que a ação em
questão é boa e por conseguinte deveria realizar-se ou viver-se. Em
contrapartida, se o valor ético for baixo, trata-se de uma questão negativa que
teria de se evitar.
Esse termo vem de “ética”, que é uma palavra originaria do grego
“Ethos” que, por sua vez, tem o significado de “costume”.
Os valores éticos podem ser relativos (dependem
da perspectiva individual da pessoa ou da sua cultura) ou absolutos (não se
associa ao individual ou ao cultural, pois mantém-se constante uma vez que tem
valor por si mesmo).
A ideia de valor ético possui ligação com o conceito de
valor moral. Os valores éticos são guias que impõem como devem
atuar as pessoas, ao passo que os valores morais constituem o indivíduo como
ser humano. As duas noções, de todas as formas, tendem a confundir-se e
inclusivamente a combinar-se de acordo com o autor.
É importante que não haja essa confusão entre valores éticos com
valores morais. Esse último se constitui num conjunto de regras, normas e leis
que servem para orientar as pessoas dentro de uma sociedade a fim de que saibam
julgar o que é certo e o que é errado.
Enquanto os valores éticos se traduzem em algo mais reflexivo, no
que diz respeito a pensamentos considerados certos ou errados por uma sociedade
ou mesmo por uma pessoa.
Os valores éticos são essenciais para que o homem conviva numa
sociedade sem que haja danos a outras pessoas. Logo, esses valores
contribuem para que a sociedade possa funcionar de modo adequado.
Um valor ético fundamental é a justiça. Todas as pessoas devem
agir de forma justa para que haja uma convivência harmoniosa e pacífica em
sociedade. As ações que estão distantes deste valor ético atentam contra o
bem-estar social.
A liberdade também se menciona como um valor ético. Os atos
destinados a limitar a liberdade dos sujeitos não são éticos; de todas as
formas, as pessoas devem fazer-se responsável dos seus atos uma vez que a
responsabilidade é outro valor ético que rege o funcionamento das
comunidades. Caso contrário, a liberdade poderia atentar
contra a justiça, por exemplo.
Existem 3 princípios básicos que compõem os valores éticos: a
justiça, onde é explicado que todo ser humano possui direitos iguais (como já
explicado anteriormente), o respeito, onde se reconhece que existem outras
pessoas com opiniões distintas e há respeito a elas, e a solidariedade, pensar
nas outras pessoas verdadeiramente.
Esses princípios geram influência no comportamento do ser humano,
seja no ambiente familiar, no trabalho, na escola ou faculdade, entre outros.
Do ponto de vista de Platão, os valores éticos existiam na alma do
ser humano e eram uma ideia universal, ele afirmava ainda que era possível
ter conhecimento dessa ideia e colocá-la em prática. Platão acreditava que quando
o homem identifica os valores éticos em seu interior, então ele está apto a
viver em harmonia numa sociedade.
Turma 81
Leia o texto. Copie no seu caderno e responda na sua opinião: A religião
judaica tem influência na esfera pública e na sociedade brasileira?
Filantropia e o
trabalho das entidades judaicas
No
judaísmo, há um importante conceito chamado Tikun Olam (melhorar o mundo). Ele
é apoiado por três valores e práticas: tzedaká (justiça), compaixão (chessed) e
paz (shalom). O Tikun Olam é o desafio do ser humano em buscar constantemente a
justiça social, liberdade, igualdade, paz e o cuidado com tudo que cerca a vida
humana, incluindo natureza e meio ambiente.
A
comunidade judaica no Brasil e no mundo segue, desde a sua criação, o conceito
do Tikun Olam, seja em pequenas ações, doando dinheiro ou o seu tempo para
instituições ou pessoas, ou trabalhando em instituições voltadas a ajudar o
próximo, as chamadas instituições filantrópicas. Independente da forma que cada
um ajuda, o judaísmo acredita que o mais importe é agir.
Em nosso
país, instituições judaicas são reconhecidas pelo seu trabalho de filantropia,
conforme diz Ruth Goldberg, diretora da Conib “seja na área da saúde, educação,
assistência social, alimentação, renda, cuidado com idosos, cuidado com pessoas
com deficiência, nossas instituições judaicas sempre atuaram (e continuam
atuando) para minimizar o sofrimento humano e serem parceiros do governo na
equalização dos enormes desafios vivenciados pela sociedade brasileira”. No
Brasil, a Unibes e o Hospital Albert Einstein são renomados pelo trabalho
realizado, assim como várias outras personalidades e instituições judaicas.
Para o
povo judeu, a ajuda ao próximo sempre esteve, e continuará, nos ensinamentos
passados de geração em geração e, juntos com a filantropia mundial, seguirão
fazendo a sua parte para termos um olhar cuidadoso com a nossa população e
continuar melhorando o mundo.
Turma 91
Leia o texto atentamente. Escreva no caderno um
comentário sobre as semelhanças entre as três religiões quanto ao sentido da
morte em relação a preparação do corpo, caixão e ao destino dos mortos.
ISLAMISMO
Os muçulmanos creem que, como o nascimento, a morte está nas mãos de Deus. Vivendo conforme os ensinamentos divinos, não há por que temer a morte. Assim, seguem tranquilos para a reencarnação. Os últimos momentos são de recolhimento e de reconhecimento da supremacia e da bondade do todo-poderoso Alá. Islâmicos que morrem em jihad (luta pela fé) não passam por isso, pois iriam direto para o paraíso.
“Foi
Alá quem te criou, quem te sustentou, e é ele quem te fará morrer”, Suräh 30:40
Familiares
e amigos do mesmo sexo do falecido despem e lavam o cadáver de três a cinco
vezes, começando pelo lado direito, para devolver pureza à alma. Os orifícios
são tapados com algodão e o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado
com cânfora.
Parentes
e amigos recitam o shahãdah, oração contra o demônio e de afirmação sobre a não
existência de outro deus além de Alá. Essas devem ser as últimas palavras
ouvidas pelo moribundo para que se conscientize da importância de encontrar Alá
na eternidade.
CRISTIANISMO
Para a maioria dos cristãos, na morte, o espírito vai para o céu ou para o inferno – para os católicos, há o purgatório e, para outras denominações, a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com o que o morto fez em vida. Por isso, quando um cristão morre, familiares e amigos consolam uns aos outros pela perda, além de orar para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso. Cristãos protestantes recém-falecidos são vestidos com roupas habituais e costuma-se retirar qualquer adorno de seu corpo.
Se
um católico está para morrer, o padre faz a extrema-unção, passando o óleo dos
enfermos – azeite de oliva benzido em missa – em seis partes do corpo: olhos,
narinas, boca, ouvidos, mãos e pés. Enquanto isso, faz orações e pede a Deus
que perdoe a pessoa pelos males cometidos.
Alguns
cristãos também abrem as janelas logo depois de uma morte, para que corra vento
no ambiente e a alma do falecido se sinta livre. Pela tradição católica, o
corpo deve ser bem lavado, ungido com perfume e especiarias e vestido com boas
roupas. Todo cuidado serve para preparar o morto para a vida eterna.
JUDAÍSMO
A
morte não é uma tragédia, mas algo natural. Os judeus se veem como “hóspedes
temporários” de passagem pela Terra. Ou seja, a alma sobrevive mesmo que o
corpo tenha falecido. Se foram bons e dignos em vida, a alma será recompensada
no além. E é para que siga iluminada que amigos e familiares cumprem uma série
de rituais.
“Pois
do pó viestes, e ao pó retornarás”, Bereshit 3:19
As
janelas do local do óbito de um judeu são abertas, e acessórios como joias,
relógios e até perucas são retirados do morto, para que ele não encontre o
criador portando objetos mundanos.
O caixão deve ser arranjado rápido, seguindo um padrão: ser de madeira, forrado com um pano preto e adequado ao tamanho do corpo, estampando a estrela de Davi. Os caixões dos judeus devem ser parecidos para lembrar que a morte iguala todos.

