terça-feira, 13 de outubro de 2020

Turma 61, 71, 81 e 91 - Ensino Religioso - Professor Marcos Monteiro

 

Turma 61

Leia o texto e observe os símbolos sagrados do Judaísmo. Escreva no caderno um comentário sobre um dos símbolos abaixo, descrevendo se tinha conhecimento anterior de alguma viagem, visita, filme, livro etc.

 

Símbolos Judaicos

 

Os principais símbolos judaicos são: a Menorá, a Estrela de Davi, o Chai, o Tora, o Mezuzah e o Shofar. Os mesmos carregam um importante significado, motivo pelo qual são utilizados até hoje pelos seguidores do Judaísmo.

O Judaísmo é uma religião abraâmica muito antiga, a primeira monoteísta, ou seja, que baseia sua crença na existência de apenas um Deus.

Menorá

Menorá ou Menorah é um dos principais símbolos do Judaísmo. Encontrada em templos e em sinagogas, é um candelabro de 7 pontas que não é propriamente utilizado para iluminar esses locais, mas que significa a luz da Tora, a qual nunca deixa de iluminar.

Cada uma de suas pontas representa as raízes da Árvore da Vida.

Estrela de Davi

Estrela de Davi, “estrela dos judeus”, é um símbolo de proteção, que também representa a união dos opostos.

Apesar de ser um hexagrama (estrela de seis pontas), que é representada por dois triângulos equiláteros sobrepostos, esse símbolo representa o número 7.

Isso porque a soma da sua estrutura (pontas dos triângulos, 6, mais seu centro) resulta nesse número, que é perfeito para o Judaísmo.

Também conhecido como Escudo de Davi, teria esse nome pelo fato de o rei Davi ter usado um escudo nesse formato. O objetivo era poupar no metal na criação dessa arma.

Depois de o rei Davi ter usado esse escudo, seu exército passou a utilizar a sua imagem nos escudos acreditando que o símbolo lhes trouxesse proteção.

Chai

O Chai é um símbolo judaico representado pelas letras do alfabeto hebreu chet e yud. Significa “vida” e é utilizado por homens e mulheres como um medalhão pendurado à volta do pescoço, que tem o intuito de proteger aqueles que o usam.

As letras têm o valor numérico 18, motivo pelo qual esse número é considerado o número da sorte no Judaísmo.

Tora

Tora é o livro sagrado, a “Bíblia Hebraica”, que contém as leis e os mandamentos do Judaísmo escritos à mão. Trata-se de um pergaminho, cujos rolos são chamados de Azei Hayyim, e que tem o significado de Árvore da Vida.

Mezuzah

O Mezuzah é um talismã que representa proteção e também a fé dos devotos judeus. Esse objeto é usado no lado direito das portas das casas e são tocados antes das pessoas entrarem nas suas habitações.

Consiste em um pequeno recipiente, dentro do qual há um pergaminho com um texto sagrado.

Shofar

Shofar é um chifre de carneiro que simboliza o ano novo judaico, mas principalmente a lealdade de Abraão a Deus.

Segundo narra a Escritura Sagrada, Deus pediu a Abraão o seu único filho em holocausto. Somente quando Abraão estava prestes a matá-lo, um anjo apareceu impedindo o sacrifício.

Turma 71

Leia o texto e copie no caderno. Pesquise os 10 mandamentos e responda com base no texto e na sua opinião quais valores morais dos mandamentos podem ser considerados valores éticos também. 

 

No campo da ética, consideram-se os valores como propriedades que pertencem aos objetos, sejam estes abstratos ou físicos. Estas propriedades permitem qualificar a importância de cada objeto de acordo com que tão próxima está daquilo que se considera correto ou bom.

Se o valor ético do objeto for elevado, é sinal de que a ação em questão é boa e por conseguinte deveria realizar-se ou viver-se. Em contrapartida, se o valor ético for baixo, trata-se de uma questão negativa que teria de se evitar.

Esse termo vem de “ética”, que é uma palavra originaria do grego “Ethos” que, por sua vez, tem o significado de “costume”.

Os valores éticos podem ser relativos (dependem da perspectiva individual da pessoa ou da sua cultura) ou absolutos (não se associa ao individual ou ao cultural, pois mantém-se constante uma vez que tem valor por si mesmo).

A ideia de valor ético possui ligação com o conceito de valor moral. Os valores éticos são guias que impõem como devem atuar as pessoas, ao passo que os valores morais constituem o indivíduo como ser humano. As duas noções, de todas as formas, tendem a confundir-se e inclusivamente a combinar-se de acordo com o autor.

É importante que não haja essa confusão entre valores éticos com valores morais. Esse último se constitui num conjunto de regras, normas e leis que servem para orientar as pessoas dentro de uma sociedade a fim de que saibam julgar o que é certo e o que é errado.

Enquanto os valores éticos se traduzem em algo mais reflexivo, no que diz respeito a pensamentos considerados certos ou errados por uma sociedade ou mesmo por uma pessoa.

Os valores éticos são essenciais para que o homem conviva numa sociedade sem que haja danos a outras pessoas. Logo, esses valores contribuem para que a sociedade possa funcionar de modo adequado.

Um valor ético fundamental é a justiça. Todas as pessoas devem agir de forma justa para que haja uma convivência harmoniosa e pacífica em sociedade. As ações que estão distantes deste valor ético atentam contra o bem-estar social.

A liberdade também se menciona como um valor ético. Os atos destinados a limitar a liberdade dos sujeitos não são éticos; de todas as formas, as pessoas devem fazer-se responsável dos seus atos uma vez que a responsabilidade é outro valor ético que rege o funcionamento das comunidades. Caso contrário, a liberdade poderia atentar contra a justiça, por exemplo.

Existem 3 princípios básicos que compõem os valores éticos: a justiça, onde é explicado que todo ser humano possui direitos iguais (como já explicado anteriormente), o respeito, onde se reconhece que existem outras pessoas com opiniões distintas e há respeito a elas, e a solidariedade, pensar nas outras pessoas verdadeiramente.

Esses princípios geram influência no comportamento do ser humano, seja no ambiente familiar, no trabalho, na escola ou faculdade, entre outros.

Do ponto de vista de Platão, os valores éticos existiam na alma do ser humano e eram uma ideia universal, ele afirmava ainda que era possível ter conhecimento dessa ideia e colocá-la em prática. Platão acreditava que quando o homem identifica os valores éticos em seu interior, então ele está apto a viver em harmonia numa sociedade.


Turma 81

Leia o texto. Copie no seu caderno e responda na sua opinião: A religião judaica tem influência na esfera pública e na sociedade brasileira?

 

Filantropia e o trabalho das entidades judaicas

 

No judaísmo, há um importante conceito chamado Tikun Olam (melhorar o mundo). Ele é apoiado por três valores e práticas: tzedaká (justiça), compaixão (chessed) e paz (shalom). O Tikun Olam é o desafio do ser humano em buscar constantemente a justiça social, liberdade, igualdade, paz e o cuidado com tudo que cerca a vida humana, incluindo natureza e meio ambiente.

A comunidade judaica no Brasil e no mundo segue, desde a sua criação, o conceito do Tikun Olam, seja em pequenas ações, doando dinheiro ou o seu tempo para instituições ou pessoas, ou trabalhando em instituições voltadas a ajudar o próximo, as chamadas instituições filantrópicas. Independente da forma que cada um ajuda, o judaísmo acredita que o mais importe é agir.

Em nosso país, instituições judaicas são reconhecidas pelo seu trabalho de filantropia, conforme diz Ruth Goldberg, diretora da Conib “seja na área da saúde, educação, assistência social, alimentação, renda, cuidado com idosos, cuidado com pessoas com deficiência, nossas instituições judaicas sempre atuaram (e continuam atuando) para minimizar o sofrimento humano e serem parceiros do governo na equalização dos enormes desafios vivenciados pela sociedade brasileira”. No Brasil, a Unibes e o Hospital Albert Einstein são renomados pelo trabalho realizado, assim como várias outras personalidades e instituições judaicas.

Para o povo judeu, a ajuda ao próximo sempre esteve, e continuará, nos ensinamentos passados de geração em geração e, juntos com a filantropia mundial, seguirão fazendo a sua parte para termos um olhar cuidadoso com a nossa população e continuar melhorando o mundo.


Turma 91

Leia o texto atentamente. Escreva no caderno um comentário sobre as semelhanças entre as três religiões quanto ao sentido da morte em relação a preparação do corpo, caixão e ao destino dos mortos. 

 

ISLAMISMO

Os muçulmanos creem que, como o nascimento, a morte está nas mãos de Deus. Vivendo conforme os ensinamentos divinos, não há por que temer a morte. Assim, seguem tranquilos para a reencarnação. Os últimos momentos são de recolhimento e de reconhecimento da supremacia e da bondade do todo-poderoso Alá. Islâmicos que morrem em jihad (luta pela fé) não passam por isso, pois iriam direto para o paraíso.

“Foi Alá quem te criou, quem te sustentou, e é ele quem te fará morrer”, Suräh 30:40

Familiares e amigos do mesmo sexo do falecido despem e lavam o cadáver de três a cinco vezes, começando pelo lado direito, para devolver pureza à alma. Os orifícios são tapados com algodão e o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado com cânfora.

Parentes e amigos recitam o shahãdah, oração contra o demônio e de afirmação sobre a não existência de outro deus além de Alá. Essas devem ser as últimas palavras ouvidas pelo moribundo para que se conscientize da importância de encontrar Alá na eternidade.

 

CRISTIANISMO

Para a maioria dos cristãos, na morte, o espírito vai para o céu ou para o inferno – para os católicos, há o purgatório e, para outras denominações, a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com o que o morto fez em vida. Por isso, quando um cristão morre, familiares e amigos consolam uns aos outros pela perda, além de orar para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso. Cristãos protestantes recém-falecidos são vestidos com roupas habituais e costuma-se retirar qualquer adorno de seu corpo.

Se um católico está para morrer, o padre faz a extrema-unção, passando o óleo dos enfermos – azeite de oliva benzido em missa – em seis partes do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, mãos e pés. Enquanto isso, faz orações e pede a Deus que perdoe a pessoa pelos males cometidos.

Alguns cristãos também abrem as janelas logo depois de uma morte, para que corra vento no ambiente e a alma do falecido se sinta livre. Pela tradição católica, o corpo deve ser bem lavado, ungido com perfume e especiarias e vestido com boas roupas. Todo cuidado serve para preparar o morto para a vida eterna.

JUDAÍSMO

 

A morte não é uma tragédia, mas algo natural. Os judeus se veem como “hóspedes temporários” de passagem pela Terra. Ou seja, a alma sobrevive mesmo que o corpo tenha falecido. Se foram bons e dignos em vida, a alma será recompensada no além. E é para que siga iluminada que amigos e familiares cumprem uma série de rituais.

“Pois do pó viestes, e ao pó retornarás”, Bereshit 3:19

As janelas do local do óbito de um judeu são abertas, e acessórios como joias, relógios e até perucas são retirados do morto, para que ele não encontre o criador portando objetos mundanos.

O caixão deve ser arranjado rápido, seguindo um padrão: ser de madeira, forrado com um pano preto e adequado ao tamanho do corpo, estampando a estrela de Davi. Os caixões dos judeus devem ser parecidos para lembrar que a morte iguala todos.