Turma 81/82 - Educação Física - Professor Guilherme
Espero que todos tenham um ótimo momento de
estudo!!!
Atividade de
Educação física.
Professor: Guilherme Neto
Turma: 81/82
Atividades referentes ao período de: 19/10/2020
à 23/10/2020.
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Instruções: A atividade deve ser realizada em folha simples: caderno ou ofício. DEVE SER ENTREGUE ATRAVÉS
DA FOTO DO CADERNO POR WHATSAPP OU EMAIL. |
Liga da Canela Preta
O futebol brasileiro, nos primórdios do século
20, tinha um caráter elitista, excluindo da prática esportiva os segmentos mais
pobres da população, predominante negra. O primeiro negro envolvido com o
futebol que se tem notícias é Miguel do Carmo, um dos fundadores da Ponte
Preta, em 1900. O Bangu também foi um dos pioneiros na inclusão de um jogador
negro no time, o atacante Francisco Carregal. No Rio Grande do Sul, o futebol
começou a ser praticado na cidade de Rio Grande, em 1900, quando foi
fundado o Sport Club Rio Grande, originalmente de descendência alemã. Em Porto
Alegre, Grêmio, de origem alemã e o Internacional, de descendentes
italianos, não aceitavam negros em seus quadros.
A criação da Liga da Canela Preta
Através deste cenário de exclusão, foi criada, na
capital gaúcha, a Liga Nacional de futebol Porto-alegrense, que seria conhecido
popularmente como “Liga da Canela Preta”. O campeonato possibilitou o ingresso
de jogadores oriundos das camadas menos favorecidas, principalmente de etnia
negra. A competição contava com nove times, todos organizados com diretorias,
técnicos e sócios. Entre os disputantes, destacaram-se o Bento Gonçalves e
o Rio-Grandense. Também eram participantes o Primavera, o Primeiro de Novembro,
Oito de Setembro, União, Palmeiras, Aquidabã e Venezianos, todos os times
oriundos da comunidade negra, como Cidade Baixa, Ilhota, Colônia Africana e
Areal da Baronesa.
Na década de 1920, a Associação Porto-Alegrense de
Desporto (APAD) criou a segunda divisão, denominada de Liga do
sabão, permitindo a participação de atletas negros. O fato que começou a
chamar a atenção dos clubes brancos que buscavam convencê-los a ingressarem em
seus times.
A dupla Grenal começou a aproveitar os jogadores
atuantes na Liga Canela Preta. O Internacional foi o primeiro a admitir a
presença de negros em seu grupo, com o atacante Dirceu Alves, que em 1928 atuou
em dez partidas com a camisa colorada, apostando em nomes como Tesourinha que
se tornaria um dos destaques do Rolo Compressor, time multicampeão nos anos 40.
Tesourinha seria personagem no tricolor, pois em
1952, foi o primeiro jogador negro a ser contratado oficialmente pelo
clube. Mas, historicamente, o Grêmio contou com outros atletas de etnia
negra em seu plantel. Adão Lima, em 1925, Hélio, Mário Carioca e Hermes
Conceição foram atletas mestiços que vestiram a camisa do clube.
A importância histórica da Liga da Canela
Preta
Marcelo Carvalho, diretor do site Observatório da
discriminação racial no futebol, destaca que a liga da Canela Preta foi
fundamental para a luta em busca de espaço a população negra. “A Liga da Canela
Preta foi fundamental, pois além do protesto, houve a criação de um espaço onde
os negros pudessem jogar futebol para a criação. Também representou a
organização de clubes que promoviam festas para exaltar a cultura negra”,
exaltou Marcelo.
Até hoje, a Liga da Canela Preta é celebrada. Desde
2007, o Grupo Canela Preta realiza um torneio com a participação de 20 equipes.
A competição integra a Semana da consciência Negra, em 2018, foi
realizado na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre.

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