terça-feira, 18 de agosto de 2020

Turma 82 - Geografia - Prof. Evandro - 17/08 - 21/08.

 

Nome:                                                        Turma: 82                        Data: 17/08 – 21/08

ATIVIDADES DOMICILIARES

1º Etapa: Nesta semana vamos trabalhar sobre a hidrografia do continente americano

2º Momento:

- Seguem as páginas do livro didático para leitura e o conteúdo trabalhado.

Conteúdos

Páginas para leitura – Livro didático

Hidrografia

137 até 141

3º Momento: Fazer a leitura do texto.

Sugiro que assista os vídeos sobre as águas subterrâneas e bacias hidrográficas.

https://youtu.be/8LvS62bmWNE

https://youtu.be/embTw1Rq5DI

https://youtu.be/n_-COMIy0NM

 

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS NATURAIS DA AMÉRICA LATINA

A América Latina apresenta grande diversidade de paisagens que se deve, sobretudo, à sua longa extensão longitudinal, a qual possibilita a existência de diferentes zonas térmicas e, consequentemente, variadas formas de vida.

A seguir, vamos conhecer melhor suas características naturais.

 

UMA RICA HIDROGRAFIA

A América do Sul abriga uma vasta rede hidrográfica (observe o mapa) em virtude de seus rios extensos e volumosos. Há grandes bacias hidrográficas nessa região, que banham boa parte da superfície continental. As principais são:

• Bacia do Orinoco: drena parte dos terrenos da Floresta Amazônica, na porção venezuelana. O rio principal, Orinoco, tem suas nascentes no planalto das Guianas.

• Bacia Platina: compreende a área formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Desemboca no oceano Atlântico, no litoral argentino e uruguaio. Suas nascentes localizam-se nos planaltos brasileiros da porção central do continente, por um lado, e nas montanhas andinas, por outro.

• Bacia Amazônica: o rio principal é o Amazonas. Tem sua nascente, e de alguns de seus afluentes, em meio às montanhas nevadas andinas, de onde corre em direção ao oceano Atlântico.

A presença de lagos, como o Titicaca na fronteira entre Bolívia e Peru, é marcante nas áreas montanhosas dos Andes. Alimentados sobretudo pelo derretimento da neve, recebem as águas de vários rios da região, os quais apresentam grande importância no abastecimento, na irrigação e na geração de energia das cidades.

 

A Bacia Amazônica e sua importância para a América do Sul

A Bacia Amazônica, por onde circula mais de 20% de toda a água doce superficial que flui nos rios do planeta, confere às nações que a compartilham um imenso privilégio hídrico.

Esse gigantesco volume de água, transportada pelo Rio Amazonas e seus afluentes, tem grande parte de sua origem nas características climáticas da região, que apresenta altos índices de precipitação.

Massas de ar provenientes do oceano Atlântico provocam chuvas na região amazônica e ganham mais umidade ao se deslocarem em direção oeste, pois recebem a água que evapora de rios, do solo e da densa vegetação da floresta. Caso a floresta não existisse, parte significativa dessa umidade também não existiria.

O caminho dessas massas de ar em direção oeste é barrado pela cordilheira dos Andes, segunda maior cadeia de montanhas do planeta, causando intensas precipitações onde se encontram as nascentes do Rio Amazonas e muitos outros.

Os rios da Bacia Amazônica são vitais para as populações ribeirinhas, servindo como vias de transporte, fonte de água e alimentos. Além disso, o regime de cheias e vazantes dos rios fertiliza os solos das várzeas, sustentando o desenvolvimento de cultivos agrícolas.

O Rio Amazonas tem sua nascente nas montanhas dos Andes e percorre aproximadamente sete mil quilômetros até sua foz no oceano Atlântico.

A existência de algumas das principais bacias hidrográficas do planeta na América Latina faz dela uma das regiões mais privilegiadas do mundo em relação à disponibilidade de recursos hídricos, ainda que a distribuição desse recurso não seja uniforme e algumas áreas sofram com o estresse hídrico.

Nesse sentido, destaca-se a necessidade de cooperação entre os países que compartilham dessas bacias hidrográficas e reservatórios de águas subterrâneas, pois impactos ambientais em determinado território causam consequências para além das fronteiras de cada país.

No caso da Bacia Amazônica, por exemplo, são sete as nações (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela) que compartilham seus recursos hídricos.

Já o Aquífero Guarani, um grande reservatório de águas subterrâneas localizado na América do Sul, abrange partes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e também do Paraguai, do Uruguai e da Argentina.

Em 2010, dentro do contexto da responsabilidade conjunta dos países em relação à conservação do Aquífero Guarani, foi firmado um acordo no qual cada nação possui soberania sobre o uso do aquífero, mas também a responsabilidade pelos impactos ambientais que nele causar.

Em relação ao potencial hidrelétrico, a América Latina destaca-se como uma das regiões que mais explora seus cursos de água com a construção de usinas hidrelétricas. Vários países da região aproveitam a existência de rios com potencial para geração de energia elétrica em seus territórios.

Os países que mais se beneficiam são os que compartilham as maiores bacias hidrográficas do continente. Dentre eles, o Brasil se destaca como o que mais produz e consome energia elétrica gerada em usinas hidrelétricas, sendo as principais localizadas no Rio Madeira (Bacia Amazônica), no Rio Paraná (Bacia Platina) e no Rio São Francisco.

A Venezuela é o segundo país latino-americano que mais gera energia por meio dessa fonte, sendo as principais usinas no país localizadas em rios da Bacia do Orenoco.




4º momento: Atividades – Registrar no caderno, não esqueça de colocar a data.

 1. Quais são as principais bacias Hidrográficas da América do Sul?

 2. Por que os rios da Bacia Amazônica são vitais para as populações ribeirinhas?

 3. Quais são as sete nações que compartilham os recursos hídricos na Bacia Amazônica?

 4. Explique o que são aquíferos.

 5. O aquífero Guarani é conhecido como o “Aquífero do Mercosul”. Caracterize-o e justifique sua importância para os países que o abrigam.



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