terça-feira, 11 de agosto de 2020

Turma 92 - Geografia - Prof. Evandro - 10/08 - 14/08

 

Nome:                                                        Turma: 92                       Data: 10/08 – 14/08

ATIVIDADES DOMICILIARES

1º Etapa: Nesta semana vamos analisar os conflitos mundiais.

2º Momento:

- Seguem as páginas do livro didático para consulta e os conteúdos trabalhados.

- Utilize dicionário.

Conteúdos

Páginas para leitura – Livro didático

Tensões mundiais

55 até 60

3º Momento:

Sugiro que assista essa reportagem/documentário sobre os conflitos entre Israel e Palestina:

https://youtu.be/t7LVfD8Rd5g     -   Fonte: Canal - BBC Brasil

Fazer a leitura do texto

 A questão da palestina: conflitos entre árabes e israelenses

Nas últimas décadas, notícias como as apresentadas acima, que relatam o aumento da violência na Faixa de Gaza, um território palestino localizado no Oriente Médio, têm sido constantes e refletem a conflituosa situação geopolítica dessa região.

A Palestina constitui uma região do Oriente Médio que, no passado, foi dominada por vários impérios da Antiguidade em diferentes épocas, como o egípcio, o assírio, o babilônico, o persa, o romano, entre outros. O povo hebreu (posteriormente conhecido como “povo judeu”), de grande importância para a civilização ocidental, conviveu com alguns desses impérios.

Os judeus estabeleceram-se na Palestina em 2000 a.C. Pelo fato de habitarem uma região constantemente disputada por poderosos impérios, esse povo foi submetido a migrações forçadas, conhecidas por diásporas. No entanto, mesmo dispersos pelo mundo, principalmente pela Europa, os judeus mantiveram sua identidade cultural e religiosa vivendo em comunidades marcadas pela solidariedade. Todavia, uma parcela da comunidade judaica tinha o desejo de um dia retornar à Palestina, chamada por eles de Canaã, a “Terra Prometida” aos judeus, conforme estabelecido na interpretação religiosa judaica.

 

O movimento sionista e a migração de judeus para a Palestina

No final do século XIX, a ideia de criar um Estado judeu na Palestina ganhou força com o movimento sionista (de Sion, uma colina localizada em Jerusalém), que pregava a necessidade da criação de uma pátria para os judeus, há muito perseguidos em várias partes do mundo. Desse modo, o movimento sionista fazia parte das tendências nacionalistas predominantes na Europa do século XIX, período em que as minorias étnicas lutavam pela liberdade ante o domínio de impérios, ao mesmo tempo que novos Estados nacionais eram formados, como a Itália e a Alemanha.

A Palestina, entretanto, já estava habitada, havia séculos, por povos árabes de religião muçulmana (islâmica).

 

A criação do Estado de Israel e sua expansão territorial

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu um plano de partilha da Palestina para a criação de dois Estados, um para os árabes palestinos e outro para os judeus, além de uma área submetida ao controle internacional, que englobava a cidade de Jerusalém. Enquanto os judeus, que ficariam com a maior parte do território, aceitaram o plano, os palestinos o recusaram (mapa A).

Em maio de 1948, os líderes israelenses declararam a independência de seu país, ao qual deram o nome de Israel, ato que foi imediatamente combatido por uma coligação de países árabes – Egito, Síria, Líbano, Iraque e Transjordânia (atual Jordânia) –, que invadiram Israel e iniciaram a primeira guerra entre árabes e judeus. No entanto, a desvantagem militar dos árabes e o apoio dos Estados Unidos e da União Soviética aos judeus colaboraram para a vitória de Israel.

Com o sucesso militar nessa guerra (1948-1949), Israel, que anteriormente detinha 51%, passou a ter 78% do território ocupado na Palestina, conforme plano de partilha da ONU (mapa B). O que restou do território estabelecido para o Estado palestino ficou sob o controle egípcio (Faixa de Gaza) e transjordaniano (Cisjordânia). A cidade de Jerusalém foi dividida ao meio, ficando a parte ocidental em poder de Israel e a parte oriental sob controle da então Transjordânia.

Em 1967, temendo um ataque dos países árabes vizinhos, que agora tinham o apoio da União Soviética, Israel lançou uma ofensiva militar relâmpago conhecida por Guerra dos Seis Dias. Essa guerra foi prejudicial para os países árabes: conforme é possível observar no mapa C, a Jordânia perdeu para Israel a parte oriental da cidade de Jerusalém e toda a Cisjordânia; do Egito, foram conquistados a Faixa de Gaza, a

Península do Sinai e o Canal de Suez; a Síria perdia as Colinas de Golã, uma importante região estratégica do ponto de vista militar e que também abriga as nascentes do Rio Jordão, responsável pela maior bacia hidrográfica da Palestina.

Apenas no final da década de 1970, Israel e os países árabes assinaram os primeiros acordos na tentativa de iniciar um processo de paz. Para chegar a um acordo, Egito e Síria tiveram de reconhecer a existência de Israel como Estado soberano. Já Israel, por sua vez, devolveu parte das Colinas de Golã à Síria, e a Península do Sinai foi restituída ao Egito.

Observe os mapas:


Fonte: Torrezani, Neiva Camargo Vontade de saber : geografia : 9º ano : ensino fundamental : anos finais / Neiva Camargo Torrezani. — 1. ed. — São Paulo : Quinteto.


4º Momento: Registrar as atividades no caderno – não esqueça de colocar a data.

1. Escreva no caderno a reposta correta:

Ao longo de vários períodos da história e, principalmente, durante o século XX, os judeus intensificaram sua busca e migração em prol da ocupação da região que consideram como a Terra Prometida. Mais tarde, a criação do Estado de Israel nessa área esteve entre os vários fatores que desencadearam a discórdia com os palestinos, que também habitam a região.

A busca ideológica e religiosa dos judeus pela terra que consideram ser sagrada é chamada de:

a) inversão diaspórica               

b) judaísmo                            

c) sionismo                                                                    

d) territorialização                                  

e) intifada

 

2. Escreva no caderno a reposta correta

Entre os vários eventos ocorridos no conflito entre Israel e Palestina, citam-se duas das guerras árabe-israelenses: a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973). Esses conflitos representaram, respectivamente:

a) a anexação por parte de Israel de vários territórios dos países árabes circundantes e a posterior tentativa desses países de reaverem as suas áreas.

b) o ataque deliberado dos palestinos contra os territórios israelenses e a intervenção militar estadunidense na região.

c) a resposta militar da Liga Árabe à criação do Estado de Israel pela ONU e a ofensiva militar israelense para retomar sua soberania territorial.

d) o combate inicial realizado entre Israel e Egito pelo Canal de Suez e a tentativa dos palestinos de agruparem para si a posse desse estratégico ponto de disputa.


3. Explique como o movimento sionista contribuiu para a criação de um Estado judeu na Palestina.

 

4. Como se deu o surgimento do Estado de Israel?

 

5. Cite alguns obstáculos para o estabelecimento de acordos de paz entre israelenses e palestinos. Resposta pessoal.




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