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Nome:
Turma: 92 Data: 10/08 – 14/08 |
ATIVIDADES DOMICILIARES
1º Etapa: Nesta semana vamos analisar os conflitos mundiais.
2º Momento:
- Seguem as páginas do
livro didático para consulta e os conteúdos trabalhados.
- Utilize dicionário.
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Conteúdos |
Páginas para leitura
– Livro didático |
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Tensões mundiais |
55 até 60 |
3º Momento:
Sugiro que assista essa reportagem/documentário sobre os
conflitos entre Israel e Palestina:
https://youtu.be/t7LVfD8Rd5g - Fonte: Canal - BBC Brasil
Fazer a leitura do
texto
Nas
últimas décadas, notícias como as apresentadas acima, que relatam o aumento da
violência na Faixa de Gaza, um território palestino localizado no Oriente
Médio, têm sido constantes e refletem a conflituosa situação geopolítica dessa
região.
A
Palestina constitui uma região do Oriente Médio que, no passado, foi dominada por
vários impérios da Antiguidade em diferentes épocas, como o egípcio, o assírio,
o babilônico, o persa, o romano, entre outros. O povo hebreu (posteriormente
conhecido como “povo judeu”), de grande importância para a civilização
ocidental, conviveu com alguns desses impérios.
Os
judeus estabeleceram-se na Palestina em 2000 a.C. Pelo fato de habitarem uma
região constantemente disputada por poderosos impérios, esse povo foi submetido
a migrações forçadas, conhecidas por diásporas. No entanto, mesmo dispersos pelo
mundo, principalmente pela Europa, os judeus mantiveram sua identidade cultural
e religiosa vivendo em comunidades marcadas pela solidariedade. Todavia, uma parcela
da comunidade judaica tinha o desejo de um dia retornar à Palestina, chamada por
eles de Canaã, a “Terra Prometida” aos judeus, conforme estabelecido na interpretação
religiosa judaica.
O movimento sionista e a migração de judeus para a Palestina
No final do século XIX, a ideia de criar um Estado judeu na
Palestina ganhou força com o movimento sionista (de Sion, uma colina
localizada em Jerusalém), que pregava a necessidade da criação de uma pátria
para os judeus, há muito perseguidos em várias partes do mundo. Desse modo, o
movimento sionista fazia parte das tendências nacionalistas predominantes na
Europa do século XIX, período em que as minorias étnicas lutavam pela liberdade
ante o domínio de impérios, ao mesmo tempo que novos Estados nacionais eram
formados, como a Itália e a Alemanha.
A
Palestina, entretanto, já estava habitada, havia séculos, por povos árabes de
religião muçulmana (islâmica).
A criação do Estado de Israel e sua expansão
territorial
Após a Segunda Guerra Mundial
(1939-1945), a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu um plano de
partilha da Palestina para a criação de dois Estados, um para os árabes
palestinos e outro para os judeus, além de uma área submetida ao controle
internacional, que englobava a cidade de Jerusalém. Enquanto os judeus, que
ficariam com a maior parte do território, aceitaram o plano, os palestinos o
recusaram (mapa A).
Em maio de 1948, os líderes
israelenses declararam a independência de seu país, ao qual deram o nome de
Israel, ato que foi imediatamente combatido por uma coligação de países árabes
– Egito, Síria, Líbano, Iraque e Transjordânia (atual Jordânia) –, que
invadiram Israel e iniciaram a primeira guerra entre árabes e judeus. No
entanto, a desvantagem militar dos árabes e o apoio dos Estados Unidos e da
União Soviética aos judeus colaboraram para a vitória de Israel.
Com o sucesso militar nessa
guerra (1948-1949), Israel, que anteriormente detinha 51%, passou a ter 78% do
território ocupado na Palestina, conforme plano de partilha da ONU (mapa B). O que restou do território estabelecido para o Estado
palestino ficou sob o controle egípcio (Faixa de Gaza) e transjordaniano
(Cisjordânia). A cidade de Jerusalém foi dividida ao meio, ficando a parte
ocidental em poder de Israel e a parte oriental sob controle da então
Transjordânia.
Em 1967, temendo um ataque dos
países árabes vizinhos, que agora tinham o apoio da União Soviética, Israel
lançou uma ofensiva militar relâmpago conhecida por Guerra dos Seis Dias. Essa
guerra foi prejudicial para os países árabes: conforme é possível observar no
mapa C, a Jordânia perdeu para Israel a parte oriental da
cidade de Jerusalém e toda a Cisjordânia; do Egito, foram conquistados a Faixa
de Gaza, a
Península do Sinai e o Canal de Suez; a Síria perdia
as Colinas de Golã, uma importante região estratégica do ponto de vista militar
e que também abriga as nascentes do Rio Jordão, responsável pela maior bacia
hidrográfica da Palestina.
Apenas no final da década de
1970, Israel e os países árabes assinaram os primeiros acordos na tentativa de
iniciar um processo de paz. Para chegar a um acordo, Egito e Síria tiveram de
reconhecer a existência de Israel como Estado soberano. Já Israel, por sua vez,
devolveu parte das Colinas de Golã à Síria, e a Península do Sinai foi
restituída ao Egito.
Observe os mapas:
Fonte: Torrezani, Neiva
Camargo Vontade de saber : geografia : 9º ano : ensino fundamental : anos
finais / Neiva Camargo Torrezani. — 1. ed. — São Paulo : Quinteto.
4º Momento: Registrar as atividades no caderno – não
esqueça de colocar a data.
1. Escreva no caderno a reposta correta:
Ao longo
de vários períodos da história e, principalmente, durante o século XX, os
judeus intensificaram sua busca e migração em prol da ocupação da região que
consideram como a Terra Prometida. Mais tarde, a criação do Estado de Israel
nessa área esteve entre os vários fatores que desencadearam a discórdia com os
palestinos, que também habitam a região.
A busca ideológica e religiosa dos judeus pela terra que consideram ser sagrada é chamada de:
a) inversão diaspórica
b) judaísmo
c) sionismo
d) territorialização
e) intifada
2. Escreva no caderno a reposta correta
Entre os
vários eventos ocorridos no conflito entre Israel e Palestina, citam-se duas
das guerras árabe-israelenses: a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom
Kippur (1973). Esses conflitos representaram, respectivamente:
a) a anexação por parte de Israel de vários territórios dos países árabes circundantes e a posterior tentativa desses países de reaverem as suas áreas.
b) o ataque deliberado dos palestinos contra os
territórios israelenses e a intervenção militar estadunidense na região.
c) a resposta militar da Liga Árabe à criação do
Estado de Israel pela ONU e a ofensiva militar israelense para retomar sua
soberania territorial.
d) o combate inicial realizado entre Israel e Egito
pelo Canal de Suez e a tentativa dos palestinos de agruparem para si a posse
desse estratégico ponto de disputa.
3. Explique como o movimento sionista contribuiu para a criação de um Estado judeu na Palestina.
4. Como se deu o surgimento do Estado de Israel?
5. Cite alguns obstáculos para o estabelecimento de
acordos de paz entre israelenses e palestinos. Resposta pessoal.



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